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Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
E que se inicie mais um ano, com as inocentes esperanças humanas de que o que passou, passou, pois agora tudo será diferente. Uma nova época chega e deixa para trás todos os nossos erros, frustrações, todos os males. Como se ao virar do ponteiro uma estranha magia interviesse em todos os caminhos andados por cada um de nós até agora e passasse uma borracha em todo o passado, deixando o tão branco como as roupas que usamos neste dia de virada. Essa magia, ainda que bela, é tão fugas quanto o explodir de fogos no céu. Não, estas palavras não são para trazer a quem as lê um tom pessimista e muito menos servem de inspiração a um repúdio a estas comemorações. Na verdade, a real motivação de cada letra aqui presente é indagar. Uma tentativa de entender o porque de comemorarmos somente a virada de ano e não a virada de cada dia. Entender porque não percebemos que cada momento é propício à presença deste espírito de que podemos mudar ao mundo e a nós mesmos. Que venha 2006! Meu único desejo pra este ano é que sejamos capazes de apreciar cada minuto e encontrar em cada hora uma oportunidade para recomeçar, se acharmos que assim o devemos fazer. A felicidade não nos espera a cada virada, a cada estalar de fogos e abertura de espumantes. Ela está aí, dentro de cada um nós, esperando apenas que paremos de desejá-la e a materializemos numa vontade concreta de viver. A verdadeira magia desta data deve estar em percebermos que há tempo, e ele é nosso para corremos atrás de nossos sonhos. Que cada dia é feito da busca por estes, por sua realização e pelo florescimento de novos sonhos. Percebermos que somos capazes de determinar nossos recomeços, traçar metas e planos, de nos inflar de uma alegria despretensiosa e sem motivação consciente. Que o ano novo, em todos os seus mais de 360 dias seja embebido por esta magia. Todo dia é novo, com novas expectativas, possibilidades e mistérios. Vivamos a vida a cada minuto sem poupar as alegrias para a comemoração do reveillon do ano seguinte. Todo dia é dia pra ser feliz, se assim o desejarmos. já fizeram isso
Terça-feira, Outubro 25, 2005 Alguns pais e professores, preocupados com o conteúdo que as crianças assistem na mídia televisiva, consideram que a solução para defender o público mirim dos possíveis efeitos negativos da tevê seria a censura ou proibição. No entanto, não se pode negar a importância que este meio tem na sociedade atual e também na vida destas crianças. Importância esta comprovada por uma série de pesquisas onde é constatado o grande período de tempo que o púlico infanto-juvenil passa em frente à TV. Deste modo, proibir a Tv para as crianças seria negar uma parte da realidade das mesmas pois a televisão faz parte da experiência de vida delas. O melhor caminho para educar na era TV/Internet seria ter os pais e professores atuando como mediadores no processo de aprendizado. Conversando com as crianças sobre o que elas assistem na tevê e auxiliando-as na distinção entre o que é real e o que é verossimilhante nas telinhas. Assim, as crianças começariam a adquirir um senso crítico em relação à TV e não receberiam passivamente o que é colocado pela mídia. Pois este sim é o grande mal: absorver passivamente o conteúdo transmitido sem uma observação crítica que leve a um aproveitamento adequado do mesmo. A educação é a melhor via para a formação do senso crítico. A escola precisa retomar a sua força como instituição socializadora. Conforme diz Luiz Lobo, no seu livro Televisão:nem babá eletrônica nem bicho-papão, "a forma como a tevê interferirá como instituição socializadora para a criança, dependerá do nível de influência que as demais instituições socializadoras, tais como a família e a escola possuem sobre estes indivíduos." "Dizer para criança o que fazer apenas substitui a servidão de sua própria imaturidade pelo cativeiro da servidão aos ditames dos adultos. (Bruno Bettellheim, A Psicanálise dos Contos de Fadas, 1979) já fizeram isso
Domingo, Agosto 21, 2005
já fizeram isso
Sábado, Agosto 13, 2005
Levanto sem acordar. Olho no céu o sol nascer e não brilhar. Dislumbro um dia de muitos mistérios e de nenhuma verdade revelada. Caminho depressa, sem pressa de chegar a lugar nenhum. Ignoro a paisagem e o horizonte. Paro e faço hora, titubeio, na calma agonizante eu passeio. Transeunte perdida em meio a pensamentos, seus e dos outros e de ninguém. E corro no tempo do relógio parado no tempo do ponteiro que corre. Viajo por entre miragens e converso com ilusões. E caio, caio e caio, na profunda incerteza de minh'alma mergulho em poço de águas translúcidas. Sinto me encontrar a mim mesma e vejo-me salvar-me de minhas prisões. Cárcere de certezas contruídas sobre fragéis alicerces e ostentadas por falsa crenças. A dúvida me liberta. A dúvida é minha própria consciência atuando sobre meus próprios atos. Sou eu me guiando em direção às minhas escolhas, com a liberdade de errar, e cair, e levantar. Levantar sem acordar e ver no céu o sol brilhar, ou não. já fizeram isso
Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Basta igualar as partes reais e você vai achar. Duas variáveis, mesma idéia. Parte real, parte imaginária. Duas icógnitas. Corta, substitui, sistematiza. Complexo. A gente representa. E usa normalmente. Conjuga, no tempo e no espaço. E adequa, converte. Atribui um valor. E troca o sinal. Positivo, negativo. Simétrico. Uma imagem, um domínio. Coloca no mesmo plano e traça uma reta. Divide, classifica e distribui. Multiplica. E encontra novas variaveis. E monta um novo sistema. Calcula. Simplifica. A verdade é uma construção matemática. já fizeram isso
Quinta-feira, Agosto 04, 2005
A escrivaninha está vazia. Livre das pilhas de papéis e das canetas irriquietas. Não há textos, poemas, palavras, rascunhos, rabiscos. Livros fechado, cadernos em branco. Tudo abandonado, tudo descança. Já não se ouve mais nenhum burburinho. Os vocábulos brigaram entre si e não mais se cumprimentam. A tinta da caneta ressecou em sua solidão e a folha de papel, esta reluz, sem uma mácula, sem uma mancha. A lixeira está vazia, não sobrou um amassado. Tudo posto e arrumado em inédita organização. Repouso, silêncio, estagnação. Até que de repente um audacioso lápis pergunta a uma ingênua folha de celulose onde fora parar o fervilhar de idéias e o efervescer de indagações, onde foi..... Antes que pudesse completar, uma prevenida borracha veio lhe socorrer. Tudo de novo, folha branca, lápis deitado e repousando. Escrivaninha fechada pra balanço. já fizeram isso
Quarta-feira, Junho 15, 2005
Mas você acha que o Michael Jackson é inocente? Quem acreditava que a polêmica acabaria ao ser revelado o veredicto do caso Jackson se enganou. O assunto persiste nas rodas de conversa e, apesar da absolvição, a dúvida ainda ecoa no inconsciente coletivo: Michael Jackson é ou não culpado de pedofilia? Teria, ele abusado de meninos menores de idade? Seria seu rancho "Neverland" uma armadilha para atrair menininhos inocentes? Ou seriam todas as dez acusações contra Jackson uma armadilha para enriquecer as famílias das pretensas vítimas? O fato é que o ídolo pop mundial foi absolvido, considerado inocente de todas as acusações e ponto final. Se ele é realmente culpado, como muitos pensam, não cabe a nós brasileiros, a quilômetros de distância do rancho e alheios aos fatos recorrermos da decisão e impor nosso próprio julgamento à causa. Enquanto o cantor ganha projeção (será que podemos esperar o lançamento de um novo CD?) e várias mentes se ocupam com pensamento envolvendo o mito, a desordem reina em nosso país. Uma realidade muito mais próxima a nós (e muito mais pertinente aos nossos interesses) é subjugada e posta em segundo plano. Ontem, às 14:30hs da tarde deu-se início à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Na cadeira dos "réus": Roberto Jefferson (não tão conhecido como o autor de "thriller"). Em pauta: a corrupção no governo, a CPI dos Correios e o pagamento do "mensalão" aos deputados. Sem o glamour da cobertura da Globo, sem exibição na íntegra como o Campeonato Brasileiro e sem o destaque do horário nobre, desenrolou-se mais um capítulo da novela da política brasileira. Durante seu depoimento, e sua inquisição, o excelentíssimo deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, trouxe a conhecimento nomes e mais nomes de deputados que estariam, supostamente, envolvidos com o pagamento das "mesadas" em troca de votos a favor dos projetos da bancada do governo. Nomes em sua maioria desconhecidos por grande parte da população. Irônico, afinal foram eleitos pelo povo. E de quem será o dinheiro utilizado no pagamento do "mensalão"??!!!!! Trinta mil reais por mês não devem ter saído dos bolsos dos envolvidos (se é que isso tudo é verdade e não uma tentativa de desmoralizar o governo e abafar a CPI dos Correios). Bem, isso tudo não importa. O importante é se você acha que o Michael Jackson é inocente, ou não. já fizeram isso
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Ontem era só eu de novo Aquela mesma menina Sentada no mesmo lugar Lutando contra o medo e o amor Ontem era só eu de novo A mesma menina assustada Sentido o sal das mesmas lágrimas Que lhe escorriam a face Muitos anos atrás Ontem era só eu de novo Sem a nostalgia dos tempo de infância Com a única e dura verdade Abatendo mente e coração Ontem era só eu de novo E só eu sozinha Com lembranças que o tempo Insiste em não apagar já fizeram isso
Sexta-feira, Março 25, 2005
Acordou às quatro da manhã com o despertador de R$ 1,99 tocando na cabeceira da cama. Com a pressa de quem foge da morte, trocou de roupa e engoliu o café. Foi para o ponto de ônibus. Após meia hora entrou no coletivo desafiando a lei de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo (no seu caso eram 3 ou 4 corpos). Pagou ao cobrador a módica quantia de R$ 1,60 e foi em pé até seu destino. Desceu. Ainda lhe faltava andar um quarteirão para que pudesse chegar ao trabalho. Desviando dos carros parados na calçada tropeçou em um mendigo. Atrasou sua caminhada para assistir um espetáculo nada inédito na cidade: uma acidente de carro causado por um buraco (cratera) no meio da rua. Encerrado o show, continuou andando. Chegou no trabalho. Não teve folga o dia inteiro a não ser para o almoço, um X-tudo desses de barraquinha de van no meio da rua. Enquanto comia foi assaltado. Um pivete roubara-lhe a carteira. Voltaria para casa com o dinheiro emprestado de uma camarada, que no dia seguinte lhe cobraria com juros: amigos, amigos, negócios a parte. Ao fim do expediente dirigiu-se ao ponto de ônibus. Um quarteirão de caminhada, meia hora de espera, ônibus lotado, duas horas de engarrafamento e estava em casa. Lar, doce lar. Tirou os sapatos, calçou chinelos. Abriu a geladeira e pegou a cerveja gelada. Sentou-se no sofá e ligou a tevê: jogo de futebol. Seu time ganhou. Foi dormir feliz. Nada como um futebolzinho para fazer esquecer as tensões do dia! já fizeram isso
Quarta-feira, Março 16, 2005
Já fazia algum tempo que ela estava lá. Em meio a tantas outras iguais e diferentes dela que nem se notou como estava ela mesma tão diferente. Algumas petálas já lhe faltavam e se juntavam ao seu caule intocável alguns pequenos, porém impiedosos espinhos. Continuava sendo, sem ser, flor imponente no imenso jardim e se pudesse se definir, não mais seria rosa. Cactos lhe cairia bem, não pela resistência contida nela e vista somente pelos olhos dos outros, porque essa não era nem de longe uma de suas características. Mas era assim que se sentia, um retorcido espinhoso em meio à aridez do deserto, embora estivesse cercada de flores de todos os tipos. Não invejava as demais pois não podia enxergar beleza naquele jardim de solo pobre em que o desejo de todos era ser cultuado apenas por sua forma, sua cor, sua petálas. Escapava-lhe a essência do ser flor, se é que existia essa essência, e por isso não enxergava beleza alguma em si mesma. Perdida, sentia envergar-se pelo peso dos espinhos que a todos afastava e no entanto feria somente aquela rosa, ex rosa incultivável. Nem mesmo os raios do sol a alcançavam, estava ela à sombra de frondosas árvores. E nas sombras recolheu-se até desaperecer completamente. E o pedaço de terra em que outrora suas raízes fincavam, agora infértil. Ninguém sentiu sua ausência, pois jamais haviam notado de fato sua presença. A flor ainda vive, na lembrança distorcida, de uns poucos que viram nela alguma força, beleza. Lembrança de uma flor morta que jamais existira. já fizeram isso
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Conversa com estrangeiro - Sou brasileira! - Ahn!! Brazil, Pelé, Carnaval... (com sotaque) - Sou brasileira do Brasil dos meninos de rua, dos que passam fome e dos que enfrentam a seca. Dos que não desistem e seguem em frente com expressão mista de dor e alegria estampada na cara. Dos que tem 80, 90 anos e conservam a meninice dos 7 e dos que tem 7 e carregam nos pequenos ombros o peso das responsabilidades de um adulto de 30. - Sou brasileira do Brasil da praias belas, das ilhas, dos lagos, das lagoas, das florestas e sertões, das montanhas, dos morros e das favelas. - Sou brasileira do Brasil da Bossa Nova, do Tropicalismo, do chorinho, do axé, do funk e de tantos outros batuques, batidas, sons, notas e jingados. - Sou brasileira do Brasil do iatismo, do judô, do volêi, do hipismo, do basquete, do tênis, da ginástica olímpica, do atletismo, do futebol, da natação e tantos esportes e de tantos esportistas que com esforço próprio, sacrifício e uma determinação incomensurável conseguem driblar a falta de incentivos e patrocínio e alcançar os pódios, e de tantos outros dos quais as vitórias e conquistas são roubadas pela falta de oportunidade. - Sou brasileira do Brasil de Guilherme Paraense (tiro livre), Afrânio Costa (pistola livre), Dario Barbosa (pistola livre), Fernando Soledade (pistola livre), Sebastião Wolf (pistola livre), Adhemar Ferreira da Silva (atletismo), José Telles da Conceição (atletismo), Manuel dos Santos Junior (natação), Nelson Prudêncio (atletismo), Servílio de Oliveira (boxe), João do Pulo (atletismo), Eduardo Penido e Marcos Soares (vela), Cyro Delgado (natação), Djan Madruga (natação), Jorge Fernandes (natação), Marcus Mattioli (natação), Joaquim Cruz (atletismo), Douglas Vieira (judô), Ricardo Prado (natação), Luís Onmura (judô), Walter Carmona (judô), Aurélio Miguel (judô), Robson Caetano (atletismo), Nelson Falcão e Torben Grael (vela), Clínio de Freitas e Lars Grael (vela), Rogério Sampaio (judô), Gustavo Borges (natação), Robert Scheidt (vela), Jacqueline Silva e Sandra Pires (volêi de praia), Adriana Samuel e Mônica (volêi de praia), André Domingos (atletismo), Arnaldo Oliveira (atletismo), Edson Luciano Ribeiro (atletismo), Alvaro Affonso de Miranda Neto (hipismo), André Johannpeter (hipismo), Luiz Felipe Azevedo (hipismo), Rodrigo Pessoa (hipismo), Henrique Guimarães (judô), Aurélio Miguel (judô), Fernando Scherer (natação), Claudinei Quirino (atletismo), Vicente Lenilson (atletismo), Tiago Camilo (judô), Carlos Honorato (judô), Adriana Behar e Shelda (volêi de praia), Ricardo e Zé Marco (volêi de praia), Adriana Samuel e Sandra Pires (volêi de praia), Ricardo e Emanuel (vôlei de praia), Leandro Guilheiro (judô), Flávio Canto (judô), Vanderlei Cordeiro (Maratona), Jacqueline e Sandra Pires (vôlei de praia), Adriana e Mônica (vôlei de praia) e tantos outros medalhistas, olímpicos ou não, e os paraolímpicos... - Sou brasileira do Brasil de tantos atletas, artistas, anônimos que escrevem a história, nem sempre lida, deste país verde, amarelo, azul e branco, e vermelho, laranja, cinza, preto...negro, pardo, índio... - Sou brasileira do Brasil que se escreve com "S" de sofrimento, suor e sorriso - Sou brasileira do Brasil de Pelé e do Carnaval... já fizeram isso
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
Não quero dilacerar a carne Nem penetrar a alma Para mostrar as feridas, doloridas Que o homem já causou Não farei de minhas palavras Punhal a se encravar no seio E jorrar o sangue infecto Desta sociedade maculada pela hipocrisia Não quero apontar, indicar, mostrar Erros, enganos e desenganos Medos, preconceitos, ignorâncias e apenas observar todo este horror Quero ver as cicatrizes Secas e esturricadas Destas milhares de feridas Purulentas e aparentes Quero ajudar a curá-las Ainda que a última fibra de vida em meu próprio seio rebente já fizeram isso
Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
É só uma questão de tempo E ele estará novamente à minha porta Com toda sua dor e sofrimento Seu rosto marcado pelas feições De quem pede desculpas por ser quem é e ele me pedirá mais uma vez Eu simplesmente não serei capaz de ignorar Ele me olhará com aquele mesmos olhos Parado, imóvel, estático Suas mãos me revelarão quem é E irão de encontro às minhas próprias mãos Ele então partirá Carregando com alguma dificuldade um pacote Um pacote... Um pacote!!! Um pouquinho da minha culpa Arroz, feijão, ervilha... já fizeram isso
Terça-feira, Janeiro 11, 2005
"Eu queria dizer algo de novo e diferente mas hoje eu não to legal. Eu queria poder esquecer que o tempo passou e que tudo mudou e hoje, nada é tão normal. Eu queria viver sem me preocupar com o amanhã, mas hoje tudo é tão igual. E hoje, o hoje, só hoje Tudo é tão real. As ilusões, as esperanças, a fé Deixo tudo no ontem Guardadas na caixinha de lembranças. Porque hoje, hoje eu só quero esquecer. " "Não aguento mais: Tanta hipocrisia Tanta falsidade Tanto egoismo Tanta gente se achando mais que os outros Sem perceber que não é melhor do que ninguém Não aguento mais tanta manipulação Tanta gente se achando o rei, ou que tem o rei na barriga Tanta gente achando que sabe todas as respostas pra qualquer pergunta proferida Tantos deuses e deusas de verdades absolutas Tanta gente se achando onipresente, oniciente, onipotente Tanta infantilidade Tanta futilidade Tanta idiotice Quero férias deste insano mundo imundo" já fizeram isso
Quarta-feira, Novembro 03, 2004 já fizeram isso
Quarta-feira, Setembro 22, 2004 ![]() Estava eu participando de um seminário por esses dias e mais uma vez me dei conta de quanto algumas coisas perdem seu sentido original. As palmas, sinal de reverência, entusiasmo, admiração hoje nada mais são que um ridículo e insosso teatrinho ensaiado. O nome de um palestrante é anunciado: palmas pra ele. Apresenta sua explanação: palmas pra ele e não importa se o mesmo só tenha dito asneiras. Pode ser que as palmas tenham se transformado em sinal de respeito pelo palestrante, pela sua disposição a enfrentar o público e expor suas ídéias. Todavia, o som vibrante dos "plac-plac", tem adotado mais uma conotação de alívio de um público despreparado ao término de uma palestra supostamente entediante do que propriamente a de símbolo de respeito. Para mostrar entusiasmo, agora, é necessário mais que levar uma mão contra outra, é preciso ficar de pé, assobiar, gritar. Independente do destinatário dessas manifestações ser um palestrante, um artista ou um cantor. As palmas viraram uma mera convenção. Fico imaginando como será quando os gritos, assobios, e o ato de levantar frente a uma exposição se tornarem, também, convenções. Ao assistir um bom show, o público grato deverá também, com ajuda da pirotecnia, realizar seu próprio show particular para o artista, um show digno de aplausos. já fizeram isso
Sábado, Agosto 21, 2004 ![]() "Na Grécia antiga, onde o homossexualismo era prática comum, não havia termo específico para designá-lo. O filósofo Sócrates (469-399 a.C.) era adepto do amor homossexual como a mais alta forma de inspiração para homens bem-pensantes, e achava que o sexo heterossexual servia apenas para produzir crianças. O exército encorajava o alistamento de casais homossexuais. Os gregos acreditavam que dois amantes lutariam até a morte, lado a lado. Os homens mais bonitos eram escolhidos para o comando. " (Guia dos Curiosos) Vivemos em uma sociedade controversa onde a necessidade de ser moderno, atual e mutante esbarra no conservadorismo ultra-tradicional que impõe ao indivíduo rígidos moldes. Neste contexto, falar de sexo é despertar contradições, gerar polêmicas, tornar visível os preconceitos ainda enraizados num pseudo-liberalismo hipócrita. Colonizado pelos portugueses, catequizado pelos jesuítas, evangelizado pelo catolicismo, o brasileiro tenm no modelo "Adão e Eva" o seu padrão e, no incosciente coletivo, a intensa rejeição à diferenças. Somos um povo, ainda, extremamente preconceituoso, mas nossos preconceitos não são sempre explícitos. Está na moda ser liberal, está na moda " aceitar" o homossexualismo e, pela necessidade não nos sentirmos caretas e ultrapassados aceitamos. Aceitamos com um único objetivo egocêntrico: satisfazer nossa própria necessidade. Aceitamos encarando o homossexualismo como uma anomalia com a qual devemos (ou não) nos acostumar. Procuramos na genética, na psicologia, na psicanálise causa e tratamento, como se ser diferente não fosse normal. Aceitamos vestindo o vél do pseudo-liberalismo , paradoxalmente tecido com fibras de racismo e preconceitos. Aceitamos querendo acreditar que é uma realidade distante da nossa. Aceitamos com a atitude hiper-segregacionista que os limita à boates e ambientes do tipo GLS. Aceitamos querendo a proibir que se beijem ou manifestem carinho em locais públicos, pois isto vai contra a moral e os bons costumes. Local público é para aqueles, heterossexuais bonzinhos que "aceitam" o homossexualismo. Moral é assitir sexo explícito na novela das oito. já fizeram isso
![]() Ficha Técnica Título Original: Super Size Me Gênero: Documentário Tempo de Duração: 98 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2004 Site Oficial: www.supersizeme.com Estúdio: The Con Distribuição: Samuel Goldwyn Films / Imagem Filmes Direção: Morgan Spurlock Roteiro: Morgan Spurlock Produção: Morgan Spurlock Música: Steve Horowitz e Michael Parrish Direção de Arte: Joe the Artist Edição: Stela Georgieva e Julie Bob Lombardi Efeitos Especiais: PIXAN.com O cineasta Morgan Spurlock propõe uma análise e reflexão sobre o efeito e conseqüências das redes de fast food no modo de vida americano, principalmente. Com a eclosão da epidemia da obesidade nos Estados Unidos, Spurlock começou a se questionar sobre a qualidade e a quantidade que ingere-se de comida. Impulsionado por duas garotas que estavam processando o Mc Donald's, ele decidiu atacar a rede em questão. A postura adotada pela maioria dos americanos é de "gordo e feliz", então Spurlock decidiu anunciar ao mundo sobre a epidemia, mas deveria fazer de maneira que chamasse a atenção. Morgan se propôs a passar um mês inteiro alimentando-se apenas de fast food. Sua decisão foi baseada nos anúncios que alegam que os produtos do Mc Donald's fazem parte de uma dieta balanceada, então ele dedicou-se a consumir por 30 dias apenas alimentos da rede. Um detalhe muito importante é que caso lhe oferecessem o Super Size - gigante ele não poderia negar. Neste documentário, o cineasta retrata todas as transformações físicas, como cansaço, aumento de peso, desânimo e até um problema acentuado no fígado, como também dificuldades de concentração e disposição. já fizeram isso
Domingo, Julho 04, 2004 ![]() Sandy e Júnior, Wanessa Camargo, Kelly Key, Mc Serginho e sua Lacraia, Tati Quebra-barraco, Bonde do Isso e do Aquilo... O cenário musical brasileiro está tão inchado de música de qualidade que um amigo meu (e sua banda) resolveu se dedicar ao mercado externo. A concorrência aqui no Brasil está desleal e quase sempre dependente de QI. É preciso ter "Quem Indique" e logo você encontrará "Quem Ingole", caso contrário é fazer música para quem não tem QI mesmo (o tradicional Quoeficiente de Inteligência). PS: Se você achou que a grafia Ingole está correta é melhor mudar a estação de rádio... já fizeram isso
Domingo, Junho 27, 2004 O tempo voa, vai e nunca volta e quando pensamos que o "já" está chegando, na verdade está indo embora,. Cada pequena distância que o ponteiro do relógio percorre, passa tão mais depressa do que podemos presenciar. Ele se faz demorado e fugaz. O segundo de agora, já é um minuto atrás. E a hora tão extensa que tanto demora a chegar, agora jaz. É torta, é morta, incerta. Nós não fazemos o tempo, é ele que nos faz. "A vida é um mar de rosas" quantas vezes você já ouviu essa frase e duvidou de sua veracidade? Pois digo-lhe que esta é a mais pura verdade, a vida realmente é um "mar de rosas". Repare bem nas rosas! Quantos espinhos ela tem? Muitos não?! Porém, mesmo com todo os espinhos, conserva esta flor extrema beleza e fragilidade. Quando contemplamo-na, vemos apenas seu conjunto harmonioso de maravilhosas pétalas. Por que então olhamos e analisamos a vida , na maioria das vezes, somente pelos espinhos que encontramos como obstáculos no caminho? Por que temos tamanha dificuldade em acordar todo dia e pensar que será mais um dia para participar do maravilhoso espetáculo do viver? Porque se olha com tanta ternura para a flor e com tanto desamor a vida? Por que reclama-se tanto da vida, se a morte é certeza mais temida? Porque não temos, ou não queremos perder, TEMPO com a remoção dos espinhos e afobados que somos, não contemplamos as pétalas. Sem perceber, acabamos por jogar fora o precioso tempo, contemplando as feridas que tais espinhos deixaram. já fizeram isso
Domingo, Maio 09, 2004 Um clique no mouse faz surgir centenas de janelas. Milhões de informações passam diante de nossos olhos. São imagens e mais imagens. O visual é o principal apelo do mundo contemporâneo. O mundo é das imagens. Numa sociedade em que o número de analfabetos ainda é consideravelmente grande, estamos preparados para ler imagens? Ou seremos todos analfabetos em linguagem visual, linguagem da imagem? A mídia, principalmente a televisiva, se utiliza do discurso imagético para difundir, e até mesmo vender, valores e idéias. Mas de que valores estamos falando? Dos valores de toda uma sociedade? Dos valores individuais de cada cidadão? Ou dos valores de um pequeno grupo que controla a mídia e se esconde sob o aspecto de neutralidade das telinhas? De qualquer forma, sejam quais forem esses valores, hoje eles reinam quase que absolutos e figuram como regras para a inserção do indivíduo na sociedade. Mas por que as pessoas seguem esses valores, apesar de muitas vezes considera-los negativos? Podemos explicar este fenômeno à partir da observação de que, historicamente, o Homem é um ser social e tem necessidade de pertencer a um grupo. Para atingir esse objetivo ele seguirá as regras impostas. O grande problema é a aceitação passiva e acrítica dessas regras, desses valores colocados pela mídia e que podem levar à reprodução de comportamentos esteriotipados. Afinal que uso estamos fazendo das mensagens apreendidas através das imagens? Que valores estamos autenticando como nossos? Que valores estão colocados na mídia? Que mídia nós queremos? E finalmente a pergunta mais importante: O que deve mudar, a mídia ou a percepeção de cada um sobre o que se coloca na mídia? já fizeram isso
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